quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A LIDERANÇA E O SENSO DA RESPONSABILIDADE

Domingo: 2 Coríntios 11.28-30
Segunda: Neemias 1.1-11
Terça: Neemias 2.1-10
Quarta: Neemias 2.11-20
Quinta: Neemias 4.1-23
Sexta: Neemias 5.1-19
Sábado: Neemias 6.1-19; 7.1-4
Depois de falarmos sobre as qualificações que referendam o líder na igreja é importante pensarmos sobre o que faz o líder permanecer no desenvolvimento de seu ministério. Ser líder é um privilégio, mas não é fácil. Liderar envolve desafios de natureza espiritual, emocional, física, financeira, etc. Diante de tantos desafios, o que faz o líder enfrentá-los e não negligenciar o seu chamado? Quando pensamos nas qualificações bíblicas do líder pensamos sobre o compromisso no desempenho da função; um líder compromissado, apesar das dificuldades, não deixa de exercer sua função, isto porque existe o chamado senso da responsabilidade. O líder responsável é aquele que apesar dos desafios diz como o apóstolo Paulo “enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas” (2 Co 11.28 – NVI). A versão revista e atualizada diz que há um peso diário sobre o apóstolo, poderíamos chamar este peso de responsabilidade que acompanha todo líder na igreja.
A vida de Neemias mostra que o senso da responsabilidade o impulsionou a enfrentar desafios diversos em favor do povo de Deus. O que leva um líder a dar um passo à frente diante os desafios é um forte senso de responsabilidade dada pelo próprio Deus. Ao ouvir o relatório feito por seu irmão sobre Jerusalém, Neemias ficou desolado. Depois de chorar por vários dias ele é compelido a orar por Jerusalém, e nessa oração, podemos perceber o senso de responsabilidade que possuía: 1) Ao fazer confissão dos pecados de Israel, ele se inclui entre os pecadores: “que temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.” (Ne 1.6-7). Neemias, mesmo não estando em Jerusalém, também se acha responsável pela situação espiritual de Israel. 2) Ao expressar o desejo de que Deus o permitisse fazer algo em favor de Jerusalém concedendo-lhe a compreensão e autorização do rei da Pérsia: “concede que seja bem sucedido hoje o teu servo, e dá-lhe mercê perante este homem.” (Ne 1.11).
Naquele tempo ter qualquer sentimento que não fosse de alegria diante do da Pérsia era uma ofensa punida com a morte (Ne 2.1-2). Mesmo assim ele se sente motivado a falar com o rei sobre o estado de Jerusalém. Por que? Porque ele sentia um grande senso de responsabilidade pela cidade e pelo povo de Jerusalém. Isto é o que acontece com os líderes piedosos, eles não precisam sair a procura de algo que lhes toque o coração, pois a responsabilidade os impulsiona (). Vejamos como o peso ou senso da responsabilidade trabalha na vida dos líderes:
I – A RESPONSABILIDADE PURIFICA OS MOTIVOS.
A responsabilidade leva ao desejo de fazer alguma coisa benéfica. Quando uma pessoa é responsável é muito difícil ser ao mesmo tempo egoísta. O senso de responsabilidade era tão forte em Neemias que ele é capaz de abrir mão de uma posição confortável na corte: “Nesse tempo eu era copeiro do rei” (Ne 1.11). Neemias tinha uma boa posição na luxuosa corte do rei, viajar centenas de quilômetros para uma cidade arruinada somente traria sacrifícios em vez de vantagens pessoais.
O sendo de responsabilidade purifica a motivação do líder cristão, ele passa a trabalhar não motivado pelo bem próprio, mas sim pelo bem da comunidade. “Líderes” irresponsáveis muitas vezes até fazem, mas estão sendo motivados pelo benefício próprio.
II – A RESPOSNSABILIDADE CULTIVA A PERSISTÊNCIA
Como já foi dito, liderança na igreja liderança na igreja é um privilégio (1 Tm 3.1), mas não é fácil! Não é por acaso que o apóstolo Paulo fala de sua carreira como sendo um combate onde é necessário a perseverança para completa-la (2 Tm 4.7). No exercício da liderança se você não for persistente, é muito provável que saia da corrida antes do fim. Neemias enfrentou diversos desafios em sua empreitada (zombaria Ne 4.1-6; conspiração Ne 4.7-23; mas o mesmo senso de responsabilidade que o levou a comparecer diante do rei e a deixar sua posição de conforto para ir a Jerusalém o impulsionou a perseverar diante de problemas como zombaria (Ne 4.1-6), conspiração (Ne 4.7-23), calúnia (Ne 6.5-9), traição (Ne 6.10-14) e outros.
O senso de responsabilidade cultiva a persistência do líder cristão. A responsabilidade acaba falando mais alto do que o desejo de se proteger dos desafios. É por isso que mesmo em meio a angustia e lágrimas muitos líderes ainda assim perseveram não desistindo do chamado de Deus para eles. O que leva a persistência é a responsabilidade e não o sentimento romântico e idealista que descarta as dificuldades.
III – A RESPONSABILIDADE SOLIDIFICA AS PRIORIDADES.
Inúmeras atividades importantes clamam pela atenção de um líder, contudo, uma necessidade não é necessariamente uma prioridade ligada ao chamado do líder. A o senso de responsabilidade ajuda o líder a entender que deve assumir uma tarefa específica. O senso de responsabilidade levou Neemias a dar prioridade a sua tarefa como líder. Quando Neemias recebe um convite para um encontro supostamente amigável, sua resposta manifesta sua responsabilidade e prioridade como líder naquele momento: “estou executando um grande projeto e não posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com vocês?” (Ne 6.3-4). Por quatro vezes tentaram fazer Neemias deixar o que era prioridade de lado, por quatro vezes ele deu a mesma resposta.
O sendo de responsabilidade solidifica as prioridades do líder cristão. Um líder responsável entende que não pode se distrair, seu chamado envolve estabelecer prioridades que têm a ver com o chamado de Deus. Um líder responsável não abre mão do que é prioridade, mesmo que outras opções aparentem ser mais agradáveis e preciosas. O apóstolo Paulo é um exemplo de líder responsável com prioridades sólidas: “...em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus...” (At 20.24).

Como vimos o senso de responsabilidade na vida do líder purifica os motivos, cultiva a persistência e solidifica prioridades. Mas tem mais uma coisa que esta responsabilidade trouxe à vida de Neemias e também traz a vida de todo líder cristão; a certeza de que ao não fugir das responsabilidades inerentes a liderança – “nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos” – é inevitável que O Deus dos céus dê bom êxito ao seu povo (Ne 2.10). O líder tem um senso de responsabilidade, mas O Grande responsável pelo bom êxito da obra é O Senhor.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A SEMELHANÇA DA LIDERANÇA NA IGREJA COM A LIDERANÇA DE CRISTO

A liderança bíblica da igreja é semelhante à liderança de Cristo. Veremos nesta lição quatro aspectos da liderança de Cristo que servem como modelo para a liderança Cristã. Foram papeis que Cristo cumpriu como líder e é dever da igreja refletir a liderança de seu mestre. Estes aspectos são verdadeiros em muitas áreas da vida, mas aqui eles serão trabalhados tendo como referência a vida cristã e o exercício da liderança na igreja.
I – O LÍDER E O ASPECTO DIRECIONAL
Líder é aquele que dá direção. Uma liderança comprometida dá direção aos seus liderados. Se o líder não pode dar a direção que sentido faz dizer que ele lidera? É evidente que os líderes da igreja, assim como quaisquer outros líderes, às vezes têm de dar ordens, tomar decisões e assumir a responsabilidade. Cristo mesmo ordenou muitas coisas. Em Mateus 28.20, por exemplo, Ele mandou que seus discípulos ensinassem outras pessoas, trata-se de uma ordem daquele quem tem “toda autoridade no céu e na terra” (Mt 28.18). Vemos Jesus ordenando seus discípulos a pegarem o barco e passar para outra margem (Mt 14.22); mandando alimentar uma multidão (Mc 6.37,39); ordenando-lhes que não falassem nada a ninguém a respeito de alguns fatos, como a transfiguração por exemplo (Mt 17.9).
O apóstolo Paulo, como líder da igreja, também deu ordens. Ele disse aos cristãos que ensinassem a outros o que fazer. Ele também instruiu os presbíteros a decidirem o que deveria ser ensinado, e que fizessem isso com mansidão (2 Tm 2.24-25), paciência e persistência (2 Tm 4.2).
Hoje algumas pessoas se sentem incomodadas com isso. Mas percebemos com clareza que Jesus deu ordens e instruiu seus discípulos, e isso inclui a igreja de hoje, a fazerem estas mesmas coisas: ensinar, instruir, dispor-se em exercer autoridade. Este tipo de liderança não deve ser evitado. Embora a autoridade possa ser mal exercida, a autoridade em si é uma coisa boa, e podemos recuperar um respeito piedoso pela autoridade se a exercermos com prudência para direcionar a caminhada do povo de Deus.
II – O LÍDER E O ASPECTO DO MODELO
Uma liderança comprometida é aquela que se torna padrão dos fiéis (1 Tm 4.12). O líder é aquele que está à frente, toma a iniciativa e dá o exemplo. Muito da liderança envolve o dar o exemplo e o tomar a iniciativa. Talvez o oficial mais temido em toda a Segunda Guerra Mundial era o comandante de carros blindados alemão, Erwin Rommel, a “Raposa do Deserto”. Quando uma batalha que envolvia as suas forças começava, a mensagem soaria: “Rommel à frente!”. Essa mensagem estimulava as tropas a segui-lo. Bons líderes tomam a iniciativa.
Ser exemplo é um aspecto da liderança bíblica. Jesus disse: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13.34). Paulo escreveu: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5). Pedro exortou alguns dos primeiros cristão a recordarem que “Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1 Pe 2.21). Aos cristãos de Corinto, Paulo escreveu: “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). E disse especificamente aos crentes de Tessalônica que havia trabalhado para tornar-se um exemplo que eles poderiam seguir (2 Ts 3.7-9). Paulo se empenhou deliberadamente em ter uma vida que fosse exemplar, não uma vida perfeita, mas sim uma vida exemplar. Ele ofereceu sua própria vida como exemplo, indo à frente para mostrar-nos como isso deve ser feito. Isso é o que toda pessoa que exerce algum tipo de liderança na igreja deve fazer. É dever do líder ser modelo para os liderados (Jo 13.15; Fp 3.17; 1 Tm 4.12; Tt 2.7; Tg 5.10).
III – O LÍDER E O ASPECTO DO SUPRIMENTO
Uma liderança comprometida capacita os seus liderados, e este é outro aspecto da liderança é, o suprimento. Pense em um exército com uma linha de suprimento vital que chega até às tropas que estão na linha de frente. Muito do que é feito na boa liderança consiste em trabalhar estrategicamente para dar forma, ênfase e liberdade à obra que outros são chamados a realizar.
Aqueles que ocupam posição de liderança na igreja devem voltar à retaguarda e oferecer aos liderados as ferramentas que eles precisam para avançar. Lucas relata em seu evangelho, nos capítulos 9 e 10, que Jesus enviou seus discípulos depois de prepará-los. Jesus não apenas dá a missão, mas também dá as diretrizes da missão. No capítulo 10 Jesus está preparando 70 pessoas para uma missão, como líder Jesus já havia dado o exemplo, mas agora seus discípulos iriam para o campo sem o Mestre. Iriam sem a presença de seu líder, mas não sem o suprimento deste. Jesus vai suprir seus discípulos com orientações que os capacitariam a cumprir a missão mesmo sem Sua presença física: 1) O que não levar (Lc 10.4). 2) O que não fazer (não se distrair) – “a ninguém saudeis pelo caminho” (Lc 10.4). 3) O que dizer (Lc 10.5,9). 4) O que fazer (ser paciente) – “Não andeis a mudar de casa em casa” (Lc 10.7). 5) O que fazer diante a rejeição (Lc 10.10-11). Apesar de Jesus não estar presente fisicamente na missão, o trabalho dos discípulos foi bem sucedido pelo fato de receberem o suprimento de seu líder: “Então regressaram os setenta, possuídos de alegria” (Lc 10.17).
Paulo em sua segunda carta a Timóteo vai deixar o mesmo princípio em evidência. A orientação do apóstolo diz respeito ao fato de que Timóteo poderia ensinar alguns homens para que eles posteriormente pudessem ensinar a outros (2 Tm 2.2), mas isso só iria acontecer se antes o líder Timóteo desse o suprimento para que estes homens pudessem desenvolver seus ministérios por si mesmos. Paulo entendia que os líderes na igreja poderiam multiplicar grandemente seu ministério a medida que suprissem os recursos para que outros realizassem seu próprio ministério.
IV – O LÍDER E O ASPECTO DO SERVIÇO
Uma liderança comprometida existe para servir e não para ser servida. Este talvez seja o mais distinto aspecto da liderança cristã. O líder é aquele que serve e não aquele que é servido. Podemos ver este aspecto exemplificado plenamente em Jesus quando deu sua vida por nós, morrendo em nosso lugar, a fim de que vivêssemos para Ele. Descrições comoventes deste serviço auto-sacrificial se encontram em cada um dos evangelhos, e estas descrições refletem em todo Novo Testamento.
Cristo deixou o exemplo de uma liderança que serve, e isso se aplica a todo aquele que exerce liderança na igreja (Jo 13.13-15). Se o que motiva o exercício de cargos e funções na igreja é o vislumbre pelos títulos e posições em vez do serviço ao corpo de Cristo, isso significa que a nossa formação em liderança não teve a Cristo como professor. Jesus já disse certa vez que “entre vós não é assim”, o que quiser ser o primeiro seja o que sirva, pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir (Mt 20.25-28).

Domingo: Deuteronômio 18.15-19
Segunda: João 13.31-35
Terça: Lucas 10.1-17
Quarta: Mateus 20.17-28
Quinta: Filipenses 2.5-11
Sexta: 2 Tessalonicenses 3.6-15
Sábado: 1 Pedro 5.1-5

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DISCIPLINA: UM MINISTÉRIO A SER APRENDIDO E DESENVOLVIDO

Quando o assunto é disciplina, é comum se perceber o pecado do excesso ou da escassez. Isso se deve ao fato de muitas vezes reproduzirmos aquilo que vimos ou recebemos em matéria de disciplina, e também de acharmos que pelo fato de termos crescido, já estava implícito no crescimento a capacidade de disciplinar. Esse tipo de mentalidade tem trazido serias conseqüências na vida das pessoas quando o assunto envolve ministração de disciplina, por isso a importância de se falar sobre essa pratica, de se rever conceitos e de se propor a aprender como fazê-lo.
Timóteo está enfrentado algumas dificuldades na igreja em relação a algumas atitudes de crentes que tem se desviado da verdade e que necessitam ser admoestados quanto ao viver como cristão. Paulo orienta ao jovem pastor Timóteo que há a necessidade de correção na igreja, que ele não pode abrir mão da verdade e da Palavra de Deus, que correção a principio pode trazer conflito e indisposição, mas ela precisa ser feita. A essa correção chamamos de disciplina, e é possível aprender com Paulo quando este orienta a Timóteo sobre o como aplicá-la. Vejamos alguns princípios básicos:
1 – PRECISA SER APLICADA COM TEMOR A DEUS
A disciplina prepõe o desejo de que o faltoso reconheça o seu erro e volte para Deus. O erro vai ser sempre um erro, mas o faltoso pode se consertar e ser restaurado, por isso não podemos confundir a falta com o faltoso. Alguém já afirmou que precisamos ter o cuidado para não jogar fora a água da bacia em que se deu o banho no bebê com ele dentro.
Por isso a importância da recomendação de Paulo de que se tenha consciência pois nessa obra, estamos lidando com as coisas de Deus, sendo assim é preciso temor ao tomar decisões. Paulo diz: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus...”, ou seja, tome decisões com firmeza, mas o faça com temor e na presença de Deus.
2 – A DISCIPLINA PRECISA TER A PALAVRA COMO BASE
Nossa Confissão de Fé apresenta a Bíblia como nossa única regra de fé e de pratica, nosso referencial para nos conduzir em tudo em nossa vida. Ainda que essa seja uma verdade inalienável, ainda assim muitos tem usado da Bíblia para fazer aquilo que eles acham ser correto, e a historia nos deixou ver isso acontecer e ainda hoje acontece.
Paulo orienta Timóteo a ter sempre a palavra de Deus como mestra na aplicação da correção, pois só ela está apta desempenhar tal função. Nesse caso torna-se necessário o temor, para que não se busque nela o respaldo para fazer o que é do desejo do homem e não de Deus.
3 – A DISCIPLINA PRECISA RELACIONAR EXORTAÇÃO E LONGANIMIDADE
Esse é sem duvida um ponto determinante no uso da disciplina, pois não há como se corrigir uma falta sem uma exortação, sem um apelo ao conserto, mas ao mesmo tempo isso não pode ser feito com agressividade e desrespeito, pois o fim ultimo é a restauração.
Por isso fala orienta a Timóteo para que ele aprenda a relacionar a exortação com a longanimidade, com a compreensão de que, ainda que tenha havido um falta, e que esta sempre causa algum desconforto, ainda assim é preciso ter em mente que o fim ultimo será sempre a restauração e não a condenação do faltoso.
4 – A DISCIPLINA ENCONTRARÁ SEMPRE SUAS REAÇÕES
Já estudamos baseados na carta aos Hebreus que, toda disciplina a principio possa ser motivo de tristeza, mas depois ela produz um fruto pacifico. Com isso em mente, Paulo orienta a Timóteo a não se deixar abalar pelas reações contrarias ao aplicar a disciplina, pois o desejo de fazer o que se quer, e ouvir somente aquilo que satisfaz estará sempre presente na natureza humana, mas o nosso compromisso é com a verdade e com a Palavra de Deus.
5 – A DISCIPLINA É UM MINISTERIO DE PERSEVERANÇA
Paulo pede a Timóteo sobriedade e capacidade para suportar as aflições, e isso é claro tem um propósito, que vai fazer com que Timoteo não desistisse do ministério em virtude das lutas que nela se apresentam. Ao tomar a iniciativa de corrigir erros, o peso do trabalho aumenta, mas isso não pode interferir no trabalho em si.
Ao colocar em pratica o exercício da disciplina, é preciso manter firme a decisão de que, o que tem mente é o fim ultimo que é a restauração do faltoso e acima de tudo a pureza do evangelho.
Que o Senhor nos abençoe no aprendizado e o desenvolvimento do exercício da disciplina, para que as pessoas não sofram pelo abuso da mesma e a igreja pela falta dela.

Leitura Semanal:Dom 2Tm 4:1-5 Seg 2Tm 3:1-17 Ter 2Tm 2:1-26 Qua Mt 18:15-20 Qui Hb 5:11-14 Sex Hb 6:4-8 Sab 1Pe 4:12-19

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DISCIPLINAR: UMA ATITUDE DE AMOR DE PAI

Vendo na disciplina uma prova de amor! Este é o tema a ser estudado durante este mês. Vejamos as razões para estudarmos sobre este tema: 1) Corrigir o conceito de que a disciplina é um tema negativo: o disciplinar não significa determinar castigos e punições movidas pelo ódio. É verdade que a criança quando vê os pais com os rostos fechados, antes mesmo de receber a disciplina estão chorando, pois a princípio ninguém gosta de ser disciplinado, mas como diz o escritor aos Hebreus a disciplina apenas parece ser motivo de tristeza (Hb 12.11). A disciplina na Bíblia é formativa em vez de vingativa, portanto trata-se de um assunto positivo em vez de negativo. 2)Nenhum crente é um projeto perfeito e concluído: Todos nós precisamos ser inspirados, nutridos e curados. O crente não pode presumir que já é tão justo como deveria ser, como se Deus já houvesse acabado a obra em sua vida (Fp 1.6). O filósofo Sócrates declarava que a vida indisciplinada não é digna de ser vivida.
Diante estes fatos pode-se concluir que a disciplina é um assunto que versa sobre o amor. Disciplinar não é querer o mal de alguém, é querer o bem. Por isso, que a primeira lição desta série vem dizer que a disciplina é uma atitude de amor de Pai! A disciplina é manifestação de amor!
I – DEUS DISCIPLINA PORQUE DEUS É AMOR
No Novo Testamento, a palavra grega usada para disciplina inclui tanto a ideia de instrução e orientação como também o sentido de treinamento de crianças através de modos de punição a fim de levar à conduta correta. Disciplinar significa criar, educar, instruir ou punir para um viver correto. No grego a base da palavra disciplina tem a ideia de um pai que orienta seus filhos motivados pelo amor. Os atos disciplinadores de um bom pai sempre são motivados pelo interesse de ver seus filhos vivendo retamente.
É impossível desassociar a disciplina do amor. É impensável um pai que ama de verdade não repreender seu filho por tentar colocar o dedo na tomada, subir no parapeito da sacada, querer beber produto de limpeza. Nestes casos repreender é prova de amor e não de falta de amor. Quem repreende para o bem ama de fato. Quem ama quer ver o crescimento, a maturidade, a alegria da pessoa amada, por isso repreende quando necessário. “Deus é amor”, por isso ele disciplina, pois quem ama de verdade não pode ficar passivo quando a pessoa amada corre perigo. Quando você corre perigo o amor de Deus por você O impulsiona a fazer algo para o seu bem. Se Deus não disciplinasse você quando o seu dedo estivesse perto das tomadas da vida que podem te matar, quando estivesse para beber os venenos coloridos deste mundo , quando estivesse subindo nos parapeitos da existência humana ou mesmo quando você não quisesse fazer os deveres de casa que são essenciais para o crescimento, Ele não seria amor. Sem exercer a disciplina Deus não pode ser amor, sem a disciplina Deus não pode ser Pai! É por isso que escritor aos hebreus afirma que “O Senhor disciplina a quem ama” (Hb 12.6 – NVI).
II – A DISCIPLINA É UM CERTIFICADO DE FILIAÇÃO DIVINA
Repare nas palavras que o escritor aos Hebreus usa para se referir aos que recebem a disciplina. Ele procura negar todo aspecto destrutivo. Ele se refere ao provérbio de Salomão como sendo uma “palavra de ânimo” – exortação (Hb 12.5 - NVI). Preste atenção nas afirmações: “castiga todo aquele a quem aceita como filho” (NVI); “Deus vos trata como filhos”; “qual o filho que não é disciplinado por seu pai?” (NVI); “Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos” (NVI).
Diante estas afirmações o crente deve ficar preocupado pela falta da disciplina em sua vida e não pela presença dela. Se você é disciplinado é porque é filho. Assim como não pode existir amor de pai sem disciplina, não pode existir filho legítimo sem disciplina. Já que a disciplina é certificado de filiação a postura ao recebê-la deveria ser: 1) Não menosprezar (Hb 12.5): Ao menosprezar a disciplina estaríamos menosprezando o amor de Deus e nossa posição como filhos. 2) Não se magoe (Hb 12.5): Não deixe se abater por ela, mas aprenda com ela. Ainda que de princípio não pareça motivo de alegria é um privilégio, pois ser disciplinado significa ser tratado como filho e não como bastardo (Hb 12.8).
III – A DISCIPLINA QUE NÃO VISA A CORREÇÃO E A CURA NÃO VEM DO PAI
A “disciplina” aplicada por motivo de ódio é perseguição que gera morte e não disciplina bíblica movida pelo amor que gera vida. “Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos de sua santidade” (Hb 12.10 – NVI). Disciplina movida por vingança, ira ou ódio é diabólica e foge totalmente do princípio da manifestação do amor. Deus nos disciplina não para se vingar de nós ou fazer com que nossos pecados sejam perdoados; isso é penitência e não disciplina bíblica. Nossos pecados já foram pagos na cruz, somos disciplinados para a o aperfeiçoamento e santificação, porque em seu amor que seus filhos participem de sua vida e sejam moldados a imagem de seu Filho. Até mesmo quando Paulo entrega o infrator a Satanás, o objetivo era aperfeiçoar a alma (1 Co 5.5). Toda disciplina aplicada ou percebida sem este princípio não procede do amor de Deus.

Domingo: Hebreus 12.1-13
Segunda: Deuteronômio 8.1-10
Terça: Deuteronômio 11.1-2
Quarta: Provérbios 3.11-12
Quinta: Provérbios 13.24
Sexta: 1 Coríntios 5.1-6
Sábado: 2 Coríntios 2.5-11

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

IGREJA: LAVOURA DE DEUS, EDIFÍCIO DE DEUS.



Ao ler a Bíblia pode-se dizer que Deus gosta de se comunicar através de metáforas. Metáfora é uma figura de linguagem onde o significado natural de uma palavra é substituído por outro devido a relação de semelhança. Assim, quando Paulo fala que a igreja é “lavoura e edifício de Deus” devemos pensar na relação de semelhança entre uma lavoura e uma construção com a igreja. Paulo não estava dizendo literalmente que a igreja é uma lavoura ou uma construção, ele está se referindo as semelhanças existentes. Vejamos o que podemos aprender a respeito da igreja com as metáforas de Paulo.
I – A IGREJA COMO LAVOURA DE DEUS.
“Vocês são lavoura de Deus” (1 Co 3.9 – NVI). O apóstolo Paulo fala a igreja de Corinto que ele e Apolo, na condição de pregadores do evangelho são apenas cooperadores do verdadeiro agricultor. A igreja precisa estar consciente de que assim como o agricultor cuida de sua lavoura é Deus quem cuida de seu povo. Jesus disse certa vez: “meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1). O agricultor é aquele que cultiva o solo e tira o fruto da terra. Diante a figura de linguagem usada por Paulo pode-se tirar algumas lições: 1) Deus, como o agricultor, é o dono e o grande responsável pelo cuidado da igreja: Paulo chama esta ideia à mente dos corintos para que eles entendessem que a igreja apesar de ser composta por homens tem o grande Deus como soberano Senhor, e Ele é aquele que cultiva ou cuida da igreja. Ele sabe o tempo de regar, de adubar e de podar. A igreja em Corinto não pertencia a Paulo, Apolo ou Pedro, a igreja era de Deus: “à igreja de Deus que está em Corinto...” (1 Co 1.2 – NVI). Por isso, os coríntios deviam estar cientes de que aquilo que estavam vendo na vida desses homens não era puramente humano, era o agir do agricultor no cultivo de sua lavoura. Na lavoura de Deus o agir humano é agir divino, ou seja, o agir humano é impulsionado pelo cuidado de Deus com seu povo. Na lavoura de Deus o homem é cooperador, o Agricultor que é o dono e grande responsável pelo cultivo é o Senhor. 2) O cuidado do Agricultor para com a igreja envolve a participação dos cooperadores: Deus cuida da igreja através dos cooperadores. Os cooperadores não são os donos da lavoura, mas o trabalho deles é indispensável para o bom cultivo. Sabendo disso, o Agricultor que cuida da lavoura com profundo zelo levanta trabalhadores. O interessante e belo neste processo é que os cooperadores fazem parte da lavoura. Apolo e Paulo também faziam parte da igreja de Cristo, mas ainda assim não estavam na vinha chamada igreja só para receber cuidado, mas também para cooperar com toda vinha. Aqui mora uma bela marca da igreja de Cristo! Aquele que um dia recebeu cuidado coopera no cuidado! Aquele que um dia recebeu a semente, agora coopera no semear! Quem um dia foi refrescado com a água da vida, agora coopera para regar outras vidas com a mesma água! Enquanto isso Deus, o Agricultor, está por trás de todo processo dando o crescimento (1 Co 3.6-7)! Você que é membro da vinha de Cristo deve estar ciente de que Deus cuida de sua igreja, mas este cuidado passa pela sua vida como um cooperador na vinha.
II – A IGREJA COMO EDIFÍCIO DE DEUS.
“...e edifício de Deus” (1 Co 3.9 – NVI). Por trás desta metáfora está presente a edificação de uma casa, o apóstolo Paulo está dizendo que a igreja é casa espiritual de Deus. A ideia do agricultor também pode ser aplicada ao Arquiteto que é Deus. Ele é o dono e mestre de obras do edifício e aqueles a quem Ele edifica também cooperam nesta edificação do edifício. Como bom construtor Deus providenciou um firme fundamento e um lugar específico para cada pedra viva que compõe esta casa espiritual (1 Pe 2.5). Quais são as marcas desta casa espiritual de Deus que é a igreja? 1) Um firme fundamento: Como sábio Arquiteto Deus providenciou um fundamento inabalável, Jesus Cristo. É verdade que Paulo fala que a igreja é edificada sobre o fundamento dos apóstolos, mas no mesmo texto Paulo afirma que o fundamento lançado pelos apóstolos tem a Cristo como pedra angular, ou seja, a pedra que serve de referência para a fundação do edifício (Ef 2.20). As pedras do fundamento dos apóstolos só foram lançadas por causa da existência da principal pedra (1 Co 3.11). 2) Um edifício edificado com pedras vivas: É verdade que cada crente é habitação de Deus, mas se tratando da igreja como casa espiritual e edifício de Deus, nenhum crente é igreja sozinho. Uma única uva não é uma vinha. Um único tijolo não é um edifício, um único crente não é a igreja. A igreja pressupõe um conjunto de pedras vivas, ou seja, pedras que têm uma função sendo desempenhada. Assim como uma uva coopera para existência da vinha e um tijolo para a existência do edifício, cada crente é uma pedra viva que coopera para a existência da igreja. Pedras vivas não estão amontoadas, estão colocadas em um lugar estratégico pelo Arquiteto. Pedras mortas podem aumentar o volume de material na construção, mas não cooperam para o crescimento ajustado do edifício.

Domingo: 1 Coríntios 3.1-9
Segunda: João 15.1-10
Terça: Mateus 21.28-32
Quarta: Mateus 21.33-46
Quinta: 1 Coríntios 3.10-17
Sexta: 1 Pedro 2.4-8
Sábado: Efésios 2.19-22

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Deserto, a escola de Deus - parte 1/4

DISCIPULAR: FORMANDO AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO

Certa vez o pastor Russell Shedd disse: “somos 25 milhões de evangélicos no Brasil, onde está o poder dessa multidão?”. Apesar do crescimento rápido do número de evangélicos, a transformação da sociedade para melhor não acontece, pois enquanto as igrejas evangélicas vão se enchendo de espectadores, estão ficando vazias de discípulos. Daí a importância de se pensar na formação de agentes de transformação.
A crise da igreja está relacionada com sua formação, o tipo de pessoa que ela está formando. “A igreja não muda o mundo quando gera convertidos, mas quando gera discípulos. Para preservar o fruto do avivamento e transformar a sociedade, a igreja precisa ir além de fazer convertidos e dedicar-se a fazer com que esses convertidos cheguem a maturidade” tornando-os agentes de transformação.
Para que os convertidos sejam formados em agentes de transformação é necessário um treinamento adequado. Este treinamento pode ser lento, chato, doloroso e de início imperceptível, contudo é a única maneira de gerar transformação na sociedade.
Quais são os elementos indispensáveis no discipulado para formar agentes de transformação?
I – ASSOCIAÇÃO
Acompanhamento pessoal, esta era a essência do programa de treinamento de Jesus: permitir a seus discípulos que o seguissem. Sem acompanhamento não há formação de discípulos. Jesus não oferecia uma educação formal, não fundou um seminário, não definiu um currículo escolar nem abriu matrículas para seus seguidores. Tudo o que Jesus fazia para gerar discípulos era trazer as pessoas para perto de si. Jesus pedia apenas que seus discípulos o seguissem. Somente depois de se associar as pessoas é que Jesus partia para a explicação que acontecia no dia a dia. Para Jesus a associação vem antes da explicação.
No convite para João e André, o modelo acima está claro: “Venham e verão” (Jo 1.39 – NVI). Filipe, motivado pelo “siga-me” que recebeu de Cristo, convidou Natanael com um sugestivo “venha e veja” (Jo 1.46 – NVI). No chamado de Pedro, Tiago, João e André, mais uma vez fica claro o chamado a associação “Sigam-me” (Mc 1.17; Mt 4.19; Lc 5.10). Mateus também recebe o mesmo convite para associação (Mc 2.14; Mt 9.9; Lc 5.27). Na presença de Jesus os discípulos poderiam aprender tudo que precisavam, mas primeiro precisavam estar na presença dele.
Hoje, a igreja acaba por inverter esta ordem, quer explicar antes de se associar as pessoas. A igreja quer explicar sem o acompanhamento pessoal. Enquanto não acontecer a associação, ou aproximação, as pessoas estarão distantes demais para entenderem o que está sendo explicado. Sendo assim, não haverá transformação sendo gerada nelas, muitos menos elas serão agentes de transformação na sociedade.
Quando é necessário separar doze homens do meio de uma multidão para prepará-los, Jesus deixa evidente que antes de pregar ou expulsar demônios aqueles homens precisavam associar-se a Ele: “Escolheu doze, designando-os apóstolos, para que estivessem com ele...” (Mac 3.14 – NVI). O tempo que Jesus investiu nos doze era muito maior do que dedicou a outras pessoas, o que mostra uma estratégia preestabelecida para prepará-los. Foi este acompanhamento pessoal que possibilitou o futuro ministério apostólico. O exemplo do Mestre nos diz que não é possível formar agentes de transformação sem associação ou acompanhamento pessoal.
O QUE HOJE ATRAPALHA ESTA REAL ASSOCIAÇÃO ENTRE O CRENTE ANTIGO E O NOVO CONVERTIDO?
II – CONSAGRAÇÃO
Para fazer diferença é preciso ser diferente! Não se forma agentes de transformação sem apresentar a necessidade de consagração total. A igreja não pode mudar esta mensagem se quiser formar agentes de transformação. Jesus esperava que as pessoas que andavam com ele fossem obedientes, não precisavam ser espertas, tinham que ser leais. Em um primeiro momento seguir a Jesus parecia ser fácil, mas depois o Mestre deixa evidente que ser seu discípulo envolvia muito mais do que aceitar alegremente a promessa messiânica, significava render a própria vida em absoluta submissão ao Senhor. Não há espaço para qualquer outro compromisso para aquele que deseja ser agente de transformação do Reino. Talvez a transformação da sociedade não acompanha o “crescimento” da igreja porque a mensagem de uma consagração total a Cristo e um rompimento radical com o pecado tem sido negligenciada.
O padrão de conduta de cada discípulo de Cristo passou a ser o amor em sua expressão mais perfeita (Mt 5.43-48), e este deveria manifestar-se numa atitude de obediência total a Cristo (Jo 14.21) e dedicação àqueles por cuja salvação ele morrera (Mt 25.31-36). Quantas pessoas entram para a igreja e continuam a carregar amargura e sentimento de vingança nos corações pelo fato de não renunciarem a si mesmos e consagrarem-se a Cristo? Quantos na igreja estão consagrados apenas ao que lhes agrada? O estar na igreja e não consagrar-se não leva ninguém a se tornar agente de transformação. Jesus deixou claro que tornar-se seu discípulo a renúncia do mundo é um preço inegociável: “qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33 – NVI). O ser agente de transformação envolve um preço, e este é a consagração total a Cristo, aqueles que apenas fingiam assumir esta postura enfrentavam angústias e tragédia espiritual como foi com Judas (Mt 27.3-10; At 1.18-19). Jesus até entendia as falhas humanas de seus discípulos, mas ele não tolerava um coração dividido. O discípulo precisa morrer para ele mesmo a fim de viver em Cristo como agente de transformação.
III – DEMONSTRAÇÃO
Alguém já disse que “as palavras ecoam, mas os exemplos arrastam”. Não se forma agentes de transformação sem exemplos a serem seguidos. Se muitas pessoas têm entrado para a igreja, contudo, sem se tornarem agentes de transformação na sociedade, o motivo pode ser o da falta de exemplo, ou o que é pior, a existência de maus exemplos. Como pessoas recém convertidas vão se consagrar totalmente ao Reino de Deus se ao olhar para a vida dos membros da igreja não vêm como isso acontece? A vida do novo convertido acaba sendo o reflexo da vida dos antigos crentes.
Jesus, sabendo da importância da demonstração para a formação de seus discípulos, demostrou com atitudes como seus seguidores deveriam agir. Ele não pedia a ninguém que fizesse ou fosse alguma coisa que não tivesse primeiro demonstrado em sua própria vida. Tudo quanto Jesus dizia ou fazia era na verdade uma aula. As pessoas querem exemplos, não explicações. Mais do que falar de oração Jesus orava com os discípulos (Lc 9.18; Lc 22.39-46). Mais do que falar da importância da Palavra, Jesus fazia o uso do A.T. para demonstrar a importância da Palavra na vida cristã – Cristo faz 66 referências ao A.T. e mais de 90 alusões (Mt 5.17-19; Lc 4.17-21; Lc 24.27). Mais do que falar do amor às pessoas Jesus amava as pessoas (Jo 13.1; Jo 15.12; Mt 9.36-38; Mt 15.32; Lc 5.30-32).
Se é desejo da igreja formar agentes de transformação como Jesus é preciso que os novos convertidos tenham a instrução acompanhada da demonstração daqueles que fazem coro com o apóstolo Paulo: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (1 Co 11.1 – NVI). Se os novos convertidos não estão sendo formados em agentes de transformação pode ser que a vitrine que eles possuem no momento esteja mal arrumada, porque eles reproduzirão aquilo que ouvirem e virem na igreja (Fp 4.9).
Se os novos convertidos não se tornam discípulos agentes de transformação, pode ser que a igreja se transformou no que não deveria ser, uma agencia de espectadores em vez de agentes de transformação.

Leitura Semanal:
Domingo: João 1.35-51
Segunda: Marcos 1.14-20
Terça: Marcos 3.13-19
Quarta: Lucas 14.25-34
Quinta: Lucas 9.23-26
Sexta: João 13.1-17
Sábado: 2 Timóteo 2.1-4

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DISCIPULAR: UM CHAMADA À MATURIDADE

Muitas pessoas são capazes de fazer uma oração entregando a vida a Cristo, contudo, esta atitude não é garantia de crescimento na vida cristã. Existem pessoas que se convertem, mas não crescem! Nascem, mas não alcançam a maturidade! Envelhecem, mas vivem a vida cristã como anões da fé! Frequentam a igreja, mas não se envolvem com o Reino! Existem “crentes” com anos de igreja, mas ainda não saíram do berçário da fé! A estratégia de Deus para acabar com essa anormalidade, que infelizmente tem sido “normal” na vida da igreja, é o discipulado que chama as pessoas à maturidade.
Será que as igrejas evangélicas têm crescido numericamente na mesma proporção de que têm amadurecido? O N.T. nos dá a ideia de um crescimento que envolve não somente um maior número de pessoas, mas também pessoas que estão crescendo, amadurecendo e aprofundando-se na fé. Uma igreja saudável se caracteriza por um interesse sério pelo crescimento espiritual por parte dos seus membros, pois as pessoas querem melhorar no seguir a Jesus e desejam ver outros trilhando o mesmo caminho da maturidade.
Pode-se afirmar que O DISCIPULADO CRISTÃO DESTACA A IMPORTÂNCIA DA MATURIDADE ESPIRITUAL. O foco do discipulado é uma vida cristã madura e não infantil. O discipulado pressupõe um processo de crescimento contínuo na vida do crente. Não basta professar a fé, a proposta cristã é o amadurecimento diário do crente nos valores do Evangelho. Vejamos os fatores que apontam para esta importância que o discipulado dá a maturidade espiritual de cada crente:
I – A MATURIDADE ESPIRITUAL GLORIFICA A DEUS
A estratégia do discipulado glorifica a Deus. Trabalhar para promover o discipulado e o crescimento espiritual significa trabalhar não para nossa glória, e sim para glória de Deus (1 Pe 2.12). Atitudes maduras se destacam em um mundo de infantilidades adultas, quando estes contrastes são evidenciados pelo viver de um cristão que cresce a cada dia na fé o Senhor é honrado. Nada honra mais um pai do que um filho que sabe se portar de maneira responsável na vida. Quando se vê um jovem tendo atitudes maduras logo as pessoas tendem a relacionar ao exemplo dos pais, O que não deixa de ser um discipulado. Por vezes até se diz que os seus pais também agiriam dessa forma. Na vida cristã não é diferente, o viver maduro de cada crente faz com que as pessoas pensem que tais atitudes só poderiam vir de um filho de Deus (Mt 5.16). Por isso, se é desejo da igreja glorificar a Deus, seu desejo também deve ser o de fazer discípulos, ou seja, chamar pessoas a maturidade espiritual, o viver a semelhança do Filho de Deus (2 Ts 1.11-12). O discipulado cristão chama as pessoas a verem Cristo em nós para que elas também evidenciem Cristo nelas e assim Deus seja glorificado pelo viver de seus filhos.
II – A MATURIDADE ESPIRITUAL É UM SINAL DE VIDA
Aqueles que se convertem a Cristo evidenciam uma nova Vida gerada neles. O discipulado é uma chamada ao desenvolvimento dessa Vida. A falta de maturidade pode evidenciar a ausência do novo nascimento. O que se espera de uma criança é que ela amadureça com o passar do tempo. Árvores vivas são árvores que crescem, animais vivos são animais que crescem, quando algo se recusa a crescer na verdade está é faltando vida. Somente as coisas vivas sobem a correnteza, as coisas mortas boiam. Muitas pessoas dentro da igreja estão sendo levadas pelas correntezas da vida por causa da falta de crescimento espiritual. Assim como um corpo vivo cresce, espera-se que o crente como membro do corpo e ligado a cabeça, que é Cristo, também cresça (Cl 2.19, Ef 4.16). Crente que cresce espiritualmente evidencia o fato de ter passado pelo novo nascimento.
III – A MATURIDADE ESPIRITUAL IMPEDE UMA FALSA IMPRESSÃO DE SUCESSO
Sem um discipulado que chama à maturidade o que é um aparente sucesso pode se revelar em um fracasso. Existem grandes igrejas com centenas de membros que nunca as frequentam, e muitos dos que vão aos cultos não aparentam estar muito interessados em Deus. O discipulado que conduz a maturidade é uma estratégia de Deus para se combater o “inchaço” da igreja. As pessoas podem até entrar para a igreja, mas se não forem conduzidas ao crescimento espiritual, diante das pressões da vida, estão propensas a agirem de forma imatura a ponto de quem sabe nunca mais desejarem pisar em uma igreja. Isso não significa que uma igreja pequena é sinal de crentes maduros, ou que o crescimento numérico não deva ser buscado. A questão é que não se pode negligenciar o chamado do discipulado ao amadurecimento que cada membro do corpo, pois sem a maturidade dos crentes a igreja pode se tornar em uma grande propaganda enganosa onde a aparência mascara o conteúdo debilitado. A igreja em Atos crescia numericamente, em um único dia quase três mil foram convertidos e o verso seguinte a este relato diz que eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42). Pode-se dizer que os quase três mil convertidos, sem demora, iniciaram um processo de crescimento e amadurecimento sendo discipulados pela igreja, para que suas conversões não fossem apenas uma falsa impressão de sucesso evangelístico da igreja primitiva.

CONCLUSÃO: Para que a maturidade espiritual seja alcançada o discipulado é indispensável. Muitas coisas que minam a igreja são frutos de imaturidade. “Crente” que não cresce espiritualmente é uma incoerência, assim como “crente” que não deseja ver outros crentes crescerem também o é. Aquele que foi alcançado pelo Evangelho é chamado a desenvolver sua maturidade através do discipulado e ao mesmo tempo discipular outros para o amadurecimento. Falar de crente que não busca a maturidade nele e nos outros através do discipulado seria como falar de gelo quente!

DOMINGO: Filipenses 1.1-11
SEGUNDA: Colossenses 1.9-14
TERÇA: Colossenses 2.11-19
QUARTA: 2 Tessalonicenses 1.3-12
QUINTA: 1 Pedro 2.1-10
SEXTA: Efésios 4.11-16
SÁBADO: 2 Pedro 3.14-18

terça-feira, 3 de agosto de 2010

DISCIPULAR: UMA MARCA DA IGREJA

Este mês vamos estudar um assunto de suma importância na vida da igreja que é o discipulado. Por ser assim, é importante que os professores assumam um compromisso maior de oração ao ministrarem as lições, pois ao se falar tanto em determinados assuntos de forma rotineira no dia a dia da igreja, eles acabam por perder sua força e produtividade, o que tem levado a igreja ao formalismo e ao fracasso em sua ação no mundo. Discipulado é um assunto sério, urgente, necessário e essencial na vida da igreja, e o descuido nessa área tem feito da igreja um ajuntamento de pessoas sem expressão e testemunho frutífero no mundo. Nós não precisamos de mais projetos, de mais cultos, de mais atividades, precisamos de crentes que tenham a Jesus como seu modelo e assim sejam discípulos de Jesus.

1 – DISCIPULAR: UMA ORDEM DE JESUS
As ultimas palavras de Jesus aos discípulos estão registradas em Mateus 28:18-20, assunto estudado durante o mês de julho versando o ministério da igreja indo, fazendo, ensinando. Além do ir, a ordem de Jesus é bem clara e específica, que é a de fazer discípulos.
O que Jesus estava propondo aos discípulos e por conseqüência à igreja, é que seguissem seu modelo de realizar a missão confiada pelo Pai, que continha o anuncio do evangelho mas também a preparação de pessoas para desenvolverem o ministério de cristãos.
Olhando para o ministério de Jesus percebemos que a tarefa de discipular tem algumas características básicas: 1ª – não pode ter muita gente; 2ª – leva tempo; 3ª – tem que ter convívio e 4ª – se aprende com as situações do dia a dia. Falaremos mais sobre esse assunto nas demais lições, mas é importante refletir sobre os novos e ineficazes modelos que temos usado em nossos dias.
2 – DISCIPULAR: UMA NECESSIDADE URGENTE
Um dos grandes obstáculos que o evangelho enfrenta e que acaba por paralisá-lo ou mesmo enfraquecê-lo é a infantilidade da igreja. Paulo se referiu a esse grave problema quando escreveu à igreja de Corinto (1Co 3:1-9), alertando na carta as lutas que a igreja enfrenta quando os crentes não amadurecem na fé. Em Hebreus 5:11-14 se faz referencia a uma tragédia que é visível na vida da igreja, onde se levanta a questão de que, tempo de igreja não é o mesmo que amadurecimento.
Todas essas questões estão relacionadas com o mesmo problema: falha no discipulado. Quando há falha no processo de discipulado mais cedo ou mais tarde as dificuldades aparecem, e o que acaba acarretando uma serie de problemas na igreja. Hoje não precisamos de mais diversidade de atividades ou coisas parecidas, mas precisamos de crentes maduros e sãos na fé, e isso só é possível através de um discipulado eficiente, que leve os crentes a maturidade e a independência espiritual.

3 – DISCIPULAR: UM MINISTERIO A SER REDESCOBERTO
Se você for um bom observador será capaz de perceber que das ordens deixadas por Jesus na grande comissão a igreja tem sido produtiva no que diz respeito a pregação e ao ensino. O ministério da pregação é exercido com eficiência e o ensino é ministrado semanalmente, e assim a igreja caminha.
Mas é possível perceber que, mesmo exercendo esses ministérios ainda há muita imaturidade no meio da igreja, há falta de firmeza na fé, há frieza espiritual, e isso tudo é reflexo de uma falha no discipulado. Paulo compara a igreja a um edifício (1Co 3:9), e esse para chegar a ser um edifício precisa ser construído a cada dia. Compara também a um corpo (1Co 12:12), e um corpo sadio cresce e se desenvolve, e isso passa por uma alimentação sadia e diária.
O processo de construção de um edifício passa pela mão de um construtor, e o cuidado do corpo para que esse cresça pelo cuidado de um adulto responsável. Hoje precisamos redescobrir na igreja os edificadores de edifício, aqueles que vão cuidar das crianças e alimentá-las para que cresçam e se desenvolvam. O cristão não pode se contentar em ver as pessoas frequentando os cultos na igreja, é preciso estar atento à necessidade de crescimento e amadurecimento que a redescoberta do discipulado pode proporcionar.
Jesus motivou os discípulos a orar por trabalhadores para a seara, pedindo a Deus que os enviasse. Hoje precisamos pedir a Deus que envie construtores para a sua igreja. Temos pregadores, professores, cantores, instrumentistas, evangelistas, mas temos carência de construtores. Roguemos ao Senhor por esse ministério!
Domingo – 1Co 3:1-9 2ª feira – Hebreus 5:11-14 3ª feira - 1Co 1:10-17 4ª feira – Ef 4:7-16 5ª feira - 1Pe 2:1-10 6ªfeira - 2Pe 1:3-11 sabado – Cl 2:16-23

sexta-feira, 9 de julho de 2010

REENCONTRANDO O ELO PERDIDO


Nos dois últimos meses estudamos sobre a essência do Evangelho e as evidencias da conversão tendo em vista um viver saudável como igreja. Nesse mês estudaremos sobre a vivência da igreja frente à missão que a ela foi confiada pelo Senhor Jesus. Antes de considerarmos qualquer outro aspecto do assunto, vale a pena propor um questionamento: Qual a finalidade da igreja? Para que ela foi chamada? Como não perder a visão na caminhada? Se conseguirmos responder a essas perguntas de forma critica, é possível caminhar na direção de reencontrar o elo perdido.
Vivemos em um mundo que propõe transformações rápidas, estamos em constante movimento, somos cobrados de todos os lados e em todos os aspectos a apresentar soluções e propostas inovadoras, pois temos um publico que exige sempre inovações e modernidades. Esse estilo de vida também chegou à igreja, há uma cobrança de ter sempre algo novo para apresentar, um desejo de ter sempre uma visão nova, e o que se percebe é um distanciamento da missão proposta por Jesus para ela, transformando-a em uma instituição e não em um corpo para abençoar o mundo.
O que seria importante considerar tendo em vista responder as perguntas acima? Vale a pena ressaltar que quando se fala em missão da igreja, tem-se em vista a vivencia do crente em toda a esfera de sua vida e não somente quando desenvolve algum trabalho relacionado com missão. Missão se faz todo dia, em todo lugar, em tudo que se faz.
1 – A IGREJA NASCE COM UMA MISSAO
Nada de novo em citar as palavras de Jesus em Mateus 28:19 quando disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” . A diretriz de Jesus para a missão da igreja é: ir, fazer e ensinar. Essas palavras são direcionadas para pessoas, para indivíduos e não para instituições, e expressam uma compreensão mais enfática se recebermos como uma missão de vida, é para o dia a dia, e então seria: indo, fazendo e ensinando. Não é convite, é ordem!
2 – SEU MODELO É A MISSAO DE JESUS
A palavra MISSÃO significa: “atividade divina que emerge da própria natureza de Deus”. Na Bíblia Deus sempre é visto desempenhando essa tarefa, pois enviou os profetas a Israel, enviou Jesus ao mundo, enviou os apóstolos, enviou a igreja e enviou o Espírito Santo à igreja.
Em João 17:4-6 em sua oração sacerdotal, Jesus enfatiza sua missão de glorificar o Pai ao consumar a obra que veio cumprir, e essa era manifestar o nome do Pai aos homens que estavam no mundo. Já no verso 18 Jesus expande a compreensão da missão dizendo que a missão tem continuidade, pois esses que ouviram a mensagem agora devem prosseguir com a tarefa de levar a palavra aos homens.
3 - UMA MISSÃO VIVIDA NO MUNDO
No próprio verso 18 Jesus diz que foi enviado pelo Pai ao mundo, e que envia também os seus ao mundo. A missão é desenvolvida no mundo, é se identificando com as pessoas assim como Ele se identificou conosco. A proposta de missão envolve relacionamento com as pessoas, é partilhar dos seus problemas, das suas aflições, é conversa, tem contato físico, tem afinidade. Ao se institucionalizar, a igreja desenvolveu um outro modelo de missão, o de falar a distancia, de gritar o evangelho, não se envolvendo com as pessoas. Esse modelo descaracteriza o evangelho e ignora o modelo de Deus, que envolve encarnação, contato com gente, envolvimento.
4 – SUA MISSÃO É SERVIR
Em diversos momentos Jesus mostra o caráter de sua missão, que envolvia o serviço. Em Marcos 10:45 ele diz: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”, em João 13:14 afirma: “Ora, se eu sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros”. Na caminhar e no contato com as pessoas Jesus mostra que servir é a maneira de Deus fazer missão, é assistindo ao próximo, indo ao encontro dele e não apenas esperando que ele venho pedir alguma coisa. Foi assim que Ele fez conosco e nós não podemos estabelecer outra maneira de desempenhar essa missão.
Para encerrarmos esse primeiro estudo, algumas perguntas precisam ser respondidas: O que nos impede de desempenhar essa missão? O que nos falta? O conhecimento nós temos, então porque não o fazemos? Creio que a resposta passa por João 3:16.

Leitura devocional: Dom: Lucas 5:1-11 2ª feira: Mateus 21:28:32
3ª feira: Jonas 1:1-17 4ª feira: Isaías 6:1-8 5ª feira: Mateus 20:1-16 6ª feira: Lucas 10:1-12 Sab: Atos 8:26-40

terça-feira, 25 de maio de 2010

O EVANGELHO E UMA NOVA MANEIRA DE VIDA

DOM: Mateus 5.1-16;SEG: Filipenses 1.21-24;TER: 2 Coríntios 6.4-10;QUAR: 2 Coríntios 12.1-10;QUIN: Tiago 4.7-10;SEX: 1 Tessalonicenses 4.13-18;SÁB: Mateus 10.37-39

O Evangelho envolve novas perspectivas. Tudo muda com o Evangelho, inclusive a maneira de encarar a vida. O Evangelho nos chama a celebrar os seus paradoxos: 1) O último é o primeiro. 2) O humilhado será exaltado. 3) Feliz aquele que chora. 4) Perde a vida quem a acha e acha quem a perde. 5) Sou forte quando sou fraco. 6) O morrer é lucro. Etc. Paradoxo é uma declaração que parece ser contraditória, mas na verdade apresenta uma verdade profunda. Segundo a Bíblia aquele que recebe a chamada do Evangelho deve ser completamente envolvido pelos seus paradoxos.
Vejamos dois paradoxos apresentados pelo Evangelho que conduzem a uma nova perspectiva de vida. O primeiro tem a ver com a maneira como devemos enxergar a nossa vida, o segundo tem a ver com a maneira que devemos encarar a morte.
I – O REINO DOS CÉUS PERTENCE AOS POBRES DE ESPÍRITO.
O Sermão do Monte pregado por Cristo deixa bem claro o quanto ter a vida dominada pelo Evangelho é paradoxal. Em um dos paradoxos apresentados neste sermão Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus” (Mt 5.3 – NVI). Duas perguntas: Como um pobre pode ser feliz? Como pode um pobre possuir um reino? Na perspectiva humana somente os fortes e ricos podem possuir um reino. Já o Evangelho conduz a uma nova maneira de possuir um reino: sendo pobre de espírito. Na antiguidade os soldados que se envolviam em batalhas para conquistar um reino eram marcados por um espírito desbravador. Soldados na conquista de um reino não podiam ter um espírito pobre e humilde. É por isso que o Evangelho é paradoxal, pois ele nos convida a possuirmos um reino sendo humildes e pobres de espírito. O que isso significa? 1) Jesus não estava falando de níveis sociais ou que só os materialmente pobres possuem o Reino. Existem pobres materiais que se acham ricos em seu espírito, deles não é o Reino; existem ricos materiais que são pobres de espírito, deles é o Reino. 2) O pobre espiritual entende que tem o Reino por dádiva, não por merecimento ou conquista. A pobreza que leva a possuir o Reino é aquela que tira do homem todo sentimento de auto-suficiência e orgulho espiritual que o faz se achar merecedor do Reino.
Quando o Evangelho chega ao coração do homem o paradoxo do pobre que tem o Reino se estabelece e uma nova maneira de vida é evidenciada, um espírito orgulhoso e auto-suficiente dá lugar a um espírito quebrantado. Deus rejeita ao soberbo, “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Sl 51.17 – NVI).
O Evangelho nos transporta de uma vida de orgulho para uma vida humilde na dependência de Deus que produz verdadeira alegria. Os termos “bem-aventurados”, usados por Cristo, tem um significado que vai muito além de “felizes”, refere-se ao bem estar máximo e a alegria espiritual exclusiva dos que têm parte na salvação do Reino de Deus. Deve ser por isso que Paulo disse que somos “entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Co 6.10).
II – O MORRER É LUCRO.
O Evangelho nos dá uma nova perspectiva de vida mesmo na morte. Muitas pessoas estão sentadas nos bancos das igrejas e ainda têm medo de morrer. Muitos destes supostos crentes não foram envolvidos pelo paradoxo da morte que é lucro, da morte que é descanso ou da morte que é preciosa aos olhos do Senhor (Sl 116.15). Acham que a morte, mesmo para aqueles que estão em Cristo, é um prejuízo.
É verdade que a morte, apesar de ser normal por acontecer a todo o momento, é uma anormalidade, pois o homem não foi criado para morrer. Por isso, a morte é um salário que ninguém quer receber. É comum no começo de mês os trabalhadores ficarem eufóricos para receber o seu salário, mas tratando-se do salário do pecado, a morte, todo mundo quer ser gentil e deixar o outro receber primeiro.
Para muitos “cristãos” a morte é lucro somente para os velhinhos de 80 anos, contudo, na perspectiva do Evangelho, o morrer em Cristo é lucro aos 80, 40 ou 20 anos, pois nesta vida nada pode se comparar ao estar com Cristo. Em vez de enxergar o prejuízo, no caso o morrer, a questão em foco é o lucro: estar com Cristo é incomparavelmente melhor (Fp 1.23). Esta maneira que o Evangelho enxerga a morte deveria levar o crente as seguintes posturas: 1) Não ser ignorante com respeito àqueles que dormiram no Senhor (1 Ts 4.13) – Aqueles que dormiram no Senhor estão com Cristo. Podemos até chorar pela morte de um ente querido, não somos insensíveis ao fato da morte ser um trauma, mas se este morreu em Cristo não podemos ser egoístas ao ponto de achar que o melhor para ele seria ficar conosco se ele está com Cristo. 2) Nossa esperança em Cristo não se limita apenas a esta vida (1 Co 15.19) – a morte não é o fim da vida do crente, nem mesmo a morte pode o separar do amor de Deus. Isso não é fanatismo religioso, é fé, é segurança irresoluta nas palavras de Jesus: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25).
O fato do morrer em Cristo ser lucro não significa que o Evangelho transforma o homem em um suicida em potencial, antes, o Evangelho nos leva a viver a cada dia sem medo do que a morte pode nos trazer, pois nem mesmo ela pode nos separar do amor de Cristo. Vivo pelo simples fato de estar sempre vivo em Cristo. Seja vivendo ou morrendo estou vivo em Cristo.
CONCLUSÃO:
De que maneira devemos enxergar a nossa vida? O Evangelho nos chama a viver como pobres e humildes de espírito que são fortalecidos e enriquecidos pelo Senhor.
De que maneira devemos enxergar a morte? O Evangelho nos chama a morrer na certeza de que estamos sempre vivendo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ISAÍAS: O EVENGELHO NO ANTIGO TESTAMENTO

Evangelho é boa nova! O Evangelho tem a ver com notícias, contudo, como toda notícia, essa boa nova pode se tornar desorganizada e confusa. Com muita freqüência as boas novas do evangelho têm tomando uma forma confusa e desorganiza que acaba por dificultar o entendimento do Evangelho nos dias atuais. Hoje é mais do que necessário rever as páginas do Antigo Testamento (A.T.) para corrigirmos essa confusão que por vezes faz com que a própria “igreja” não entenda o significado do Evangelho, e uma igreja que não compreende a essência do Evangelho não pode ser uma igreja saudável. Buscando entender a essência do Evangelho, este estudo vai nos levar as páginas do A.T., especialmente o livro de Isaías que é chamado por alguns de “o quinto Evangelho”, isso não sem motivo já que o nome do autor do livro significa “O Senhor salva”. Quando iniciou seu ministério público o Senhor Jesus fez menção a passagem messiânica de Isaías 61 para mostra que as boas novas do Evangelho estavam se cumprindo em sua vida e ministério.
Vejamos algumas lições referentes ao Evangelho tiradas do livro de Isaías que o levou a ser chamado de “o quinto Evangelho”:
I – AS BOAS NOVAS NÃO SÃO TÃO NOVAS ASSIM
O livro de Isaías nos mostra que as boas novas não são tão novas assim. Nenhum outro livro da Bíblia contém tantas referências à vinda do Messias como o livro de Isaías, ele também é um dos mais citados no N.T. A idéia de boas novas de salvação não foi uma invenção posterior do cristianismo. O próprio Senhor Jesus já falava de boas novas, e ao falar nesses termos Jesus retornou a linguagem de Isaías usada aproximadamente 700 anos antes (Isaías foi escrito entre os anos 740-680 a.C.): “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas...” (Is 52.7). O apóstolo Paulo também usou a expressão boas novas tendo em mente este texto de Isaías (Rm 10.15), Nesta passagem Deus faz referência aos mensageiros que levavam notícias dos campos de batalha ao rei e ao povo que ficavam na expectativa de boas notícias. Ao falar de boas novas Deus estava se referindo a libertação do exílio que prefigura as boas novas da salvação e libertação do pecado em Cristo. Logo, as boas novas que Cristo falou e que hoje a igreja continua a falar já eram novas no tempo de Isaías. A mensagem que motiva as reuniões da igreja hoje é antiga e ao mesmo tempo é nova. Isso nos faz lembrar aquele hino “conta-nos a velha história”, história essa que continua sendo nova apesar dos anos decorridos.
Há em nossa cultura uma percepção errônea, o Evangelho não se restringe ao Novo Testamento (N.T.) como alguns pensam. São as promessas que o A.T. traz em suas páginas que tornaram possível a concretização das boas novas de salvação no N.T. Esta percepção de que o Evangelho está presente nas páginas do A.T. é importante para trazer segurança a nossa fé: as boas novas do Evangelho não se tratam de uma mensagem inventada pelo homem no surgimento da igreja ou até mesmo recentemente. Cremos em uma mensagem de Deus e não em uma invenção da imaginação humana. Muitas pessoas dentro das igrejas ainda precisam entender que o Cordeiro de Deus foi imolado antes da fundação do mundo (1 Pe 1.19-20; Ap 13.8), e o livro de Isaías nos ajuda a perceber isso. Quantas pessoas não têm segurança na salvação por desconsiderarem a história do Evangelho. Isaías nos leva a descansar o coração contra os ataques que o mundo faz ao Evangelho. Isaías nos leva a dizer que cremos na nova, velha e autêntica notícia do Evangelho que em vez de boato é boa nova.
II – AS BOAS NOVAS FALAM DE JUSTIFICAÇÃO.
Quando se lê o profeta Isaías percebe-se uma característica muito importante dessas novas. As novas são boas! Quando o mensageiro vinha do campo de batalha e o povo na expectativa de notícias o avistava de longe a pergunta era somente uma: as novas são boas? Se a batalha esta sendo ganha a nova era boa, logo, os pés desse mensageiro para o povo transmitiam beleza no seu andar, tratava-se de uma bela caminhada motivada por uma boa notícia. Mas se a batalha esteve sendo perdida as novas eram más. O livro de Isaías diz para o povo de Deus que as novas são boas porque falam de vitória sobre o pecado, falam de justificação: “... ele foi transpassado por nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados... ...pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniqüidade deles ” (Is 53.5, 11 – NVI). Evangelho sem justificação não é boa notícia.
Muito se fala de Evangelho em nosso dia, mas pouco se fala de justificação. Evangelho sem justificação não é boa notícia porque dentre de cada ser humano existe um “ai de mim!” como existia em Isaías (Is 6.5), e este clamor é movido pela consciência de pecado. Agora como um culpado pode ser justificado ou declarado justo? Quando recebe o castigo por sua transgressão e iniqüidade. A boa notícia para Isaías, homem que trazia em seu ser seus “ais”, era o fato de que o castigo capaz de lhe trazer a paz estaria sobre o Messias, por isso, seria justificado, ou seja, inocentado, o que significa paz de espírito consigo mesmo e com Deus (Is 1.18). Aqui esta o significado da justificação, nossa posição diante de Deus foi alterada de uma vez por todas (Rm 5.1, Rm 8.1,33,34), de culpados fomos declarados inocentes e perdoados. O fato de sermos declarados diante de Deus como inocentes não significa que não fizemos nada de errado, muito pelo contrário, a questão é que alguém sofreu o castigo que era nosso. Essa era a notícia que Isaías tinha a dizer e, por isso, era boa nova, pois assim como nós ele também tinha um “ai” para ser resolvido. Logo, se era boa nova para ele, apesar do decorrer dos anos, também continua a ser boa nova para nossas vidas.
III – AS BOAS NOVAS FALAM DO SERVO SOFREDOR E SATISFEITO.
Como pode alguém sofrer e ficar satisfeito? Isso é irracional. Mas é isso que Isaías fala a respeito daquele que seria nosso justificador. O Servo que sofreu mas ficou satisfeito. Repare nas ações que o Servo, o Messias, iria sofrer: traspassado, esmagado (moído), castigado, ferido, oprimido, afligido (humilhado) (Is 53.5-7). Contudo, mesmo diante todo este sofrimento, “como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu sua boca” (Is 53.7). Além de não abrir a boca o Servo ainda ficou satisfeito: “ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito” (Is 53.11). A satisfação de Cristo não diz respeito ao sofrimento em si, a satisfação diz respeito ao fruto do penoso trabalho. Mas que fruto é esse? VOCÊ! Cristo olha para sua vida hoje e fica satisfeito pela obra realizada em você mesmo tendo passado por tamanho sofrimento. Cristo foi moído, mas o que importa é que você foi justificado, por isso, ao Senhor agradou moê-lo: “Contudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão.” (Is 53.10 – NVI). Você já parou para pensar na maravilha que é esta verdade, Cristo olha para sua vida, para a fé que há em seu coração na obra da redenção, e fica satisfeito. Você é motivo de satisfação para Deus e seu Filho! Isso porque Deus mesmo te plantou como um carvalho (símbolo de força e durabilidade) de justiça para manifestação de sua glória (Is 61.3).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

“MISSÕES: SE NÃO EU... QUEM? SE NÃO AGORA... QUANDO???”


TRISTE REALIDADE: A foto ao lado, apresenta uma realidade muito comum no Oriente Médio. A mãe de forma muito natural mostra as costas do filho, que foi queimada com a ponta de um cigarro para espantar espíritos maus. A criança que já estava doente há 3 meses foi examinada pelo Xeique (líder Islâmico) de uma Mesquita (templo sagrado dos Muçulmanos), que diagnosticou a presença de espíritos maus. A mãe seguiu as orientações para tentar curar o filho. Isso nos mostra uma triste realidade, de um povo que anda em trevas. Outras práticas também são usadas, como: flagelos; choques elétricos, entre outras. Existem também práticas menos agressivas, como tirar uma folha do alcorão (livro sagrado do Islâmismo), picar em pequenos pedaços e tomar em um copo de água. Todas essas práticas são uma tentativa de buscar um deus ou o DEUS verdadeiro, no entanto, a cegueira espiritual impedem eles de enxergarem o amor, perdão e cura que o Se*nhor Jesus oferece. “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Isaías 9:2);

CASAL SEQUESTRADO:
Infelizmente não temos nenhuma nova informação do casal Johannes & Sabina sequestrados com os seus três filhos no Iêmem em junho/2009. Nosso coração dói ao pensar neles, no entanto, o que podemos fazer é orar e esperar no Senhor. Por favor, continue firme na intercessão em favor deles. Qualquer novidade, informaremos a todos imediatamente;

HÁ ESPERANÇA: Não podemos desanimar ou desistir, diante da realidade descrita acima. Ainda há esperança... Enquanto a igreja estiver presente na Terra, haverá esperança para todos os povos, aleluia. De*us está vivo e ativo no planeta Terra e Sua mão de graça e bondade tem-se manifestado nos lugares mais remotos do mundo. A China que sempre foi palco de fortes perseguições religiosas está passando por um avivamento que está balançando a estrutura do país. Vidas tem se entregado ao Senhor dia a dia e o ardor missionário está queimando no corações dos convertidos. Como fruto desse mover de De*us, nasceu o projeto “Retorno para Jerusalém” (Back to Jerusalem). O nome até parece ser um projeto de alcance aos Judeus, mas é muito maior que isso. O projeto visa despertar a igreja chinesa para alcançar todos os países que estão entre a China e Israel. Nessa área entre a China e Israel é onde se concentram os povos menos alcançados pelo Evang*elho no mundo, incluindo o Oriete Médio. Os chineses já acostumados a viverem debaixo de perseguição, estão dispostos a entregarem suas vidas pela causa do Evangelho. Isso não é maravilhoso!!! Deus movendo em um país que sofre tanta resistência, para levantar um projeto como esse. Sim, podemos dizer com muita alegria, há esperança para aqueles que ainda não conhecem a Cris*to... existe uma saída. Para obter mais informações sobre esse projeto, visite o site deles (em inglês apenas): http://www.backtojerusalem.com/

NOSSA PARTE: Qual é a sua parte diante de tudo isso? O que podemos fazer? Como começar? Podemos sim, fazer alguma coisa que não custa nada, apenas nossa disposição. Podemos ORAR. É através da oração que visualizamos o impossível. É pela oração que transformamos vidas, pelo poder do Espírito Santo. É através da oração que podemos sentir a realidade do outro.Faça sua parte, afinal, se tudo que eles enfrentam fosse com você, você gostaria que outras pessoas soubessem o que você passa, não gostaria?

DOIS DESAFIOS (UNA-SE CONOSCO EM ORAÇÃO): 1) Ore pela vida nossa filhinha Débora que irá ingressar no seu primeiro ano escolar em Setembro/10. Sem dúvida, é uma benção para nós, mas ao mesmo tempo um desafio. A mensalidade escolar aqui é bem alta e temos que pagar 4 meses adiantados. Contudo, não temos outras opções de escola, essa é a única que não tem como matéria o Alcorão. Por favor, ore para que o Senhor envie os recursos necessários para darmos uma boa educação aos nossos filhos; 2) Estamos orando para que Deus nos ajude a adquirir um carro maior. Nosso carrinho está sofrendo para alcançar as montanhas, quando vamos a busca dos Jabalis. Um carro com um motor um pouquinho mais potente irá atender nossas necessidades. Estamos chamando isso de desafio, pois sabemos que são decisões com um custo mais elevado, no entanto, estamos colocando nas mãos do Senhor para que Ele faça a Sua vontade na nossa vida;



“O mundo está mais preparado para receber a mensagem, do que nós de pronunciá-la”. Vamos fazer a nossa parte.

Abraços,

Osni e Familia

terça-feira, 27 de abril de 2010

O APERFEIÇOAMENTO E O CORAÇÃO GENEROSO




O crente que tem o aperfeiçoamento como alvo deve estar ciente que este propósito envolve todos os aspectos da vida: espiritual, emocional, físico, social e material. Quando tratamos do aspecto material na vida do cristão a generosidade deve ser a marca a relação do crente com seus recursos. Ao falar sobre a oferta que os crentes em Corinto deveriam preparar o apóstolo Paulo orienta: “Então ela (a oferta) estará pronta como oferta generosa, e não como algo dado com avareza” (2 Co 9.5 – NVI). Paulo ainda diz a essa igreja que as bênçãos materiais derramadas são derramadas sobre o crente para que este seja generoso: “Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ações de graças a Deus” (2 Co 9.11 – NVI). Diante das afirmações paulinas podemos tirar duas conclusões: 1) Deus não concede recursos aos seus filhos para que sejam avarentos, antes, a benção visa a generosidade. 2) A generosidade do cristão resulta em louvor e ações de graças a Deus (2 Co 9.12).
Infelizmente, hoje muitos crentes não têm usado seus recursos para motivar a outros a darem graças a Deus, pois suas vidas são marcadas pela avareza e não por um coração generoso. O propósito desse estudo é o de nos levar a uma reflexão pessoal sobre a necessidade de termos como crentes aperfeiçoados um coração marcado pela generosidade.
Vejamos como os crentes devem exercer a generosidade:
I – A GENEROSIDADE DEVE SER PRATICADA COM CONTENTAMENTO.
Dois princípios estão envolvidos nessa afirmação: 1) A generosidade que agrada a Deus deve ser exercida com alegria (2 Co 9.7). Uma grande oferta sem alegria não tem nada a ver com a generosidade cristã, alegria são inseparáveis. Paulo diz que contribuir para o Reino é graça de Deus, é um privilégio que ele nos dá: “a graça de Deus, concedida às igrejas da Macadônia” (2 Co 8.1-2). A despeito das dificuldades dessas igrejas, elas não abriam mão da alegria de participar da assistência aos santos (2 Co 8.4). A alegria também esta ligada a voluntariedade e não a obrigação. Paulo fala que a oferta é aceitável quando há boa vontade (2 Co 8.12). 2) A falta de contentamento é um grande empecilho a generosidade. Enquanto o homem está descontente com o que tem consequentemente ele irá voltar os seus recursos para alcançar sua satisfação pessoal, isso acaba por impedi-lo de ser generoso para com o próximo. O homem descontente só é generoso para com ele mesmo, ele tenta acabar com sua infelicidade, porém, acabam-se os recursos e o descontentamento permanece. Paulo fala a Timóteo que em busca dessa suposta alegria as pessoas querem enriquecer e acabam por cair em ciladas. O que pode livrar o crente desse perigo é o viver piedoso que traz lucro e contentamento para o espírito, estado esse que é resultado da satisfação íntima com a situação que Deus determinou para sua vida (2 Tm 6.6-10).
II – A GENEROSIDADE DEVE SER PRACITACADA COM REGULARIDADE.
O recolher as ofertas semanalmente é um ato bíblico; “Quanto a coleta para o povo de Deus, façam como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar.” (1 Co 16.1-2 - NVI). É verdade que hoje muitas pessoas não recebem semanalmente e acabam por ofertar mensalmente, contudo, a regularidade deve de ser mantida, seja ela semanal, quinzenal ou mensal. Quando há generosidade há regularidade e até muito mais que isso. Se todos os membros da igreja fossem regulares em seus dízimos e ofertas a igreja aumentaria seu potencial de investimento no Reino.

III – A GENEROSIDADE DEVE SER PRATICADA SEGUNDO AS POSSES DE CADA UM.
“... de acordo com os bens que vocês possuem. Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem.” (2 Co 8.11-13 – NVI). Paulo chega a dizer que a contribuição não deve ser feita para aliviar a uns e sobrecarregar a outros, o propósito é para que haja igualdade, ou seja, suprimento das necessidades. É verdade que muitos se escondem atrás desse princípio para justificarem a falta de generosidade da parte deles, mas isso não aconteceu com as igrejas pobres da Macedônia, pobres não, “muito pobre” (2 Co 8.2). A pobreza deles não foi empecilho para a prática da generosidade, pois na medida de suas posses e mesmo acima delas eles contribuíram (2 Co 8.3); É, realmente Deus escolheu as pessoas simples do mundo para envergonhar aquelas que pensam ser alguma coisa. Essa questão na verdade já entra na esfera da fé que é outra marca da prática da generosidade.
IV – A GENEROSIDADE DEVE SER PRATICADA COM FÉ NA PROVISÃO DE DEUS.
Sem fé não há generosidade. As igrejas da Macedônia, apesar de sua muita pobreza, eram capazes de ofertar até além de suas reais condições porque acreditavam na provisão de Deus. Os crentes daquela região “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor” (2 Co 8.5), por isso, eles estavam cientes de que Deus iria cuidar do que lhe pertencia, as suas próprias vidas. O ato de ofertar pressupõe a confiança no Deus que não vai deixar absolutamente nada nos faltar. O Deus que nos abençoa generosamente é o Deus que vai continuar a nos abençoar, por isso, posso agir com generosidade. Além disso, a própria Palavra de Deus traz bênçãos para aqueles que ofertam de coração: “Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião...” (2 Co 9.10-11 – NVI). É importante destacar no texto que a benção da semeadura está voltada para o propósito da continuação do exercício da generosidade. Ofertar não é manipular a Deus ou barganhar com ele, é simplesmente um ato de fé na providência e nas promessas de Deus que supre cada uma de nossas necessidades. O grande problema é que as vezes confundimos caprichos dos nossos desejos com necessidades reais. Deus tem compromisso com nossas necessidades e não com nossos caprichos (Sl 37.25).
Rev.Wagner Barros Marques
DOMINGO: 2 Coríntios 8.1-15
SEGUNDA: 2 Coríntios 9.1-15
TERÇA: 1 Timóteo 6.6-21
QUARTA: 1 Coríntios 16.1-4
QUINTA: Gálatas 6.6-10
SEXTA: Salmo 37.23-26; Salmo 112
SÁBADO: Provérbios 3.9-10; 11.24-31; 19.17

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O APERFEIÇOAMENTO E AS VIRTUDES CRISTÃS


Escrevendo sua segunda carta, Pedro insiste em dizer aos crentes para que prossigam passo a passo na graça divina. Para isso era necessário colocar toda diligência nessa caminhada de fé, a fim de que a excelência de nosso andar seja acrescentada a fé: “associai com a vossa fé a virtude...” (2 Pe 1.5). A virtude que Pedro se refere diz respeito a uma firme e constante disposição para a prática do bem. Ele ainda orienta o crente a acrescentar outras qualidades a essa caminhada de fé: conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor. Pedro não quer dar a entender que o crente deve cultivar, por ordem, cada uma das qualidades alistadas, até aperfeiçoar todas elas. Pelo contrário, devem ser todas cultivadas simultaneamente. E mais, elas devem estar “aumentando” ou “Crescendo” a cada dia como prova de nosso crescimento espiritual contínuo. Outro fato importante é que essas qualidades são prova de nossa eleição e de nossa participação da natureza divina e a existência delas na vida impede impedem uma vida de fé improdutiva (2 Pe 1.4,8-10).
A verdade que aprendemos com Pedro e também confirmada por Tiago é que fé sem obras é morta. Desculpe-me a expressão, mas “fé sem virtude fede”, vida de fé sem disposição para a prática do bem é como um sepulcro caiado. São as virtudes que produzirão uma vida cristã autêntica, completa e frutífera.
As qualidades que Pedro destaca estão diretamente ligadas ao que a sociedade conhece como “virtudes cardeais”, são elas: Prudência, Temperança (moderação), Justiça e Coragem. C. S. Lewis escrevendo sobre estas virtudes nos apresenta algumas reflexões sobre as manifestações dessas virtudes na vida do crente. Ele diz que um homem que persevera na prática de atos justos terminará por obter certa qualidade de caráter. É essa qualidade que chamamos de “virtude” e não as ações isoladas. Se pensarmos somente em ações isoladas estaríamos encorajando pelo menos duas idéias erradas: 1) Pensar que as ações corretas praticadas pelas razões erradas nos ajudam a construir a qualidade interior chamada virtude. 2) Crer que Deus quer simplesmente a obediência a uma lista de regras, ao passo que o que ele quer são pessoas dotadas de um determinado caráter.
Vejamos o que C.S. Lewis fala sobre cada virtude cardeal:
I – PRUDÊNCIA
A Prudência é aquela qualidade que leva o homem a pensar em seus atos e conseqüências. Deus quer que usemos nossa mente para avaliarmos as esferas da vida. Jesus nos orientou a seus discípulos a serem simples, mas ele também disse para que fossem prudentes (Mt 10.16). Em outra versão a palavra “símplices” é traduzida por “sem malícia” e “prudentes” por “astutos”. Jesus está dizendo que a simplicidade exigida de um discípulo não descarta o uso das qualidades de raciocínio. Devemos ser sem malícia, mas não devemos ser tolos a ponto de negligenciarmos o pensar. O cristianismo ocupa o cérebro, e o uso de nosso cérebro nos protege. Um homem prudente é aquele que sabe utilizar a suas faculdades mentais, logo, um crente virtuoso irá usar sua mente para se proteger. É por isso que Pedro os crentes a se aplicarem no conhecimento (2 Pe 1.6), pois um dos melhores antídotos contra a heresia é aplicar a mente no conhecimento verdadeiro.
II – TEMPERANÇA (MODERAÇÃO)
Temperança tem a ver com a moderação nos prazeres em geral. O crente é chamado não passar dos limites, mas isso não significa simplesmente abster-se de tudo. É um erro pensar que os cristãos devem ser todos abstêmios. O islamismo e não o cristianismo é a religião da abstinência. Uma das marcas de um mau caráter é que ele não consegue se privar de algo sem querer que todo mundo se prive também. Esse não é o caminho cristão. Um cristão pode até se abster de uma série de coisas, porém, no momento em que começa a dizer que essas coisas são ruins em si mesmas, ou que começa a fazer cara feia para as pessoas que usam essas coisas, ele se desviou do caminho da virtude. Escrevendo a Timóteo o apóstolo Paulo diz que Deus nos deu espírito de moderação, ou seja, equilíbrio para desfrutarmos dos prazeres da vida (2 Tm 1.7). Aos filipenses diz a moderação na vida do crente deve ser vista por todos os homens (Fp 4.5). Pedro vai falar dessa virtude como sendo o domínio próprio (2 Pe 1.6).
III – JUSTIÇA
A justiça pressupõe muito mais do que os afazeres de um tribunal. Inclui a honestidade, a reciprocidade, a veracidade, o cumprimento da palavra e todas as coisas desse tipo. Viver em amor e fraternidade, como o apóstolo Pedro fala (2 Pe 1.7), não significa deixar de exercer a justiça, antes o exercício dela é prova de amor, pois visa manter a ordem e promover a humanidade. Deus por meio de Isaías disse que fazer o bem é atender a justiça que significa repreender o opressor e defender o direito dos fracos (Is 1.17). O Senhor estava dizendo que a falta de justiça o fazia esconder o seu rosto toda vez que o povo chegava para cultuar. Um crente virtuoso é um agente de justiça fora das quatro paredes do templo.
IV - CORAGEM
Quando se fala em coragem como uma das virtudes cardeais pode-se dividi-la em duas: 1) A que nos leva a enfrentar o perigo. 2) A que nos leva a suportar a dor. Não se consegue colocar em prática as outras virtudes por muito tempo sem ter de recorrer a essa. Para ter prudência em um mundo de imprudentes, inconseqüentes e irracionais é preciso coragem. Para ter temperança e moderação em um mundo de destemperados e desmoderados é preciso coragem. Para ser agente de justiça em um mundo de injustiça também é preciso coragem. Alguém já disse que “coragem não é falta de medo, é a capacidade de fazer o que precisa ser feito apesar do medo”. O mundo precisa de prudência, moderação e justiça? Logo, ele também precisa de pessoas com a virtude da coragem. Não é por acaso que Paulo diz a Timóteo que Deus não nos deu espírito de covardia (2 Tm 1.2), pois para viver o evangelho é preciso coragem. Pedro fala que é necessário associar a perseverança as demais qualidades, e para perseverar contra as dificuldades é preciso coragem (2 Pe 1.6)

A questão não é que Deus vá negar nossa entrada na vida eterna se não tivermos certas qualidades de caráter, mas que, se essas pessoas não tiverem pelo menos os rudimentos dessas virtudes dentro de si estarão demonstrando que não participam da natureza divina (2 Pe1.4), e sendo assim, nenhuma condição exterior poderá ser um “Paraíso” para elas – em outras palavras, nenhuma condição exterior poderá dar-lhes a forte, profunda e inabalável alegria que Deus tencionou para nós.

Leitura Semanal:DOMINGO: 2 Pedro 1.3-11;SEGUNDA: 1 Pedro 2.7-10;TERÇA: Mateus 10.16-42;QUARTA: Filipenses 4.1-9 ;QUINTA: 2 Timóteo 1.3-14;SEXTA: Romanos 14.1-23
SÁBADO: Isaías 1.13-17

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O APERFEIÇOAMENTO E A CONFIANÇA EM DEUS



Partindo do principio que aperfeiçoamento é uma característica que revela a maturidade do crente, seu crescimento no conhecimento e vivencia da fé, creio que nada pode revelar mais essa evidencia do que a confiança em Deus. Augustus Gordon definiu vida cristã como “confiança”. Para ele a submissão confiante, a exemplo de uma criança, é o espírito que define a autentica vida cristã. A confiança foi a ordem maior de Jesus a seus discípulos: João 14:1.
O ato de confiar não desfaz a confusão, não elimina a escuridão, não acaba com a incerteza, não elimina o caos, não entorpece a dor, nem serve de muleta. No momento em que tudo está escuro, o coração que confia diz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Viver e confiar em Deus é um risco que todo discípulo de Jesus corre, mas alguém já disse que, viver sem correr riscos é correr o risco de não viver. Viver pela fé é arriscado, e aquele que aprendeu a confiar no amor de Deus vai sempre prosseguir com seu olhar fixo no autor e consumador de sua fé: Jesus.
1 – A CONFIANÇA E A GRATIDÃO
A gratidão é a principal característica de um discípulo de Jesus. O coração grato exclama de manhã: “Senhor, obrigado pela dádiva de mais um dia”. A grande verdade é que pecamos todos os dias quando deixamos de ser gratos a Deus pelas suas dádivas. A gratidão pode ser vista dentro de 4 aspectos: É INCLUSIVA: ela inclui todas as coisas de nossa vida (1Ts 5:18); É ATENTA: A distração com ocupações (trabalho, TV, vícios, brincadeiras, leituras inúteis etc) interferem na atenção das dádivas que nos chegam a cada dia; É CONTAGIOSA: pessoas agradecidas tem espírito cativante, por isso é bom estar perto delas. David Steindl-Rast diz que “a raiz da alegria é a gratidão...não é a alegria que nos torna agradecidos; é a gratidão que nos torna felizes.”; É TEOCENTRICA: G.k. Chesterton diz que “a pior coisa para um ateu é sentir-se grato e não ter a quem agradecer.” O contrario da gratidão é a ingratidão, e a antítese de dar graças é murmurar, e os murmuradores vivem em estado de estresse (Mt 20:1-16).
2 – AS DIFICULDADES PARA A CONFIANÇA
Quando a dor e o sofrimento se ajuntam ao monstruoso mistério do mal, chegamos a uma encruzilhada de onde não há caminho de volta. Ou cantamos e agradecemos a Deus ou abandonamos a fé e descremos na existência de Deus.
A dor, o sofrimento e o mal constituem um divisor de águas para a igreja. Nem a teologia serve para resolver este problema. Uma coisa é certa: somente que já passou pelo vale da desolação, que já bebeu o cálice do sofrimento, que já experimentou a solidão e a alienação existencial, pode dar o testemunho do Santo em face da aflição.
3 – A CONFIANÇA NASCE DA FÉ
A fé nasce da experiência pessoal com Jesus como Senhor. A esperança é o ato de acreditar na promessa de Jesus acompanhada da expectativa do cumprimento. Confiança é o casamento da fé com a esperança. Fé e esperança atuam juntas na vida do crente que confia. A vivencia cristã não é uma esfera de conhecimento, mas uma experiência diária. O cristianismo não é uma mensagem que se deve crer, mas uma experiência de fé que se transforma numa mensagem. O que nós precisamos saber a respeito de Deus nos é dado por meio de Jesus, por isso conhecer a Jesus deve ser nosso maior anseio. A experiência de Jesus como Senhor deve ser nosso alvo maior, pois a fé nasce dessa experiência, é a vida de Deus mais próxima de mim, de tal forma que eu mesmo já não sei quem sou.
4 – A CONFIANÇA DO AQUI E AGORA
Viver o o aqui e agora é a competência espiritual mais elevada para o crente, é estar presente de corpo de alma no exato momento, e não se deixar dominar pelas glorias e derrotas do passado e estar liberto para viver o amanhã desconhecido.
È preciso ter a consciência de que, o que existe é somente o agora, e um dos benefícios desse viver é a libertação de uma existência preocupada com nossa condição espiritual. Essa postura nos faz ver as pequenas coisas que estão acontecendo agora ao nosso redor, coisas essas que podem mudar nossa historia. Viver no momento presente requer que acreditemos profundamente que a vida abundante prometida por Jesus pode ser vivida apenas aqui e agora. Com isso vemos que a compaixão é o mais fascinante e delicioso fruto da atenção dispensada ao aqui e agora.
A única maneira de aprendermos viver esse tipo de vida é tomando uma criança e olhando o seu exemplo. È uma pena que crianças maravilhosas acabam se transformando em adultos insensíveis. È importante considerar que a criança está dentro de cada um de nós, e podo ser recuperada (Mt 18:3).

Rev.Edson Campos

domingo, 21 de março de 2010

Culto de aniversário da IPCONEGO




Estivemos comemorando neste domingo dia 21 de Março o aniversário de 57 anos da igreja Presbiteriana do Cônego, onde pudemos contar com a participação nos louvores com a cantora Vanessa Moraes e do Presbítero Alexandre Cruz que são da igreja Presbiteriana em Itaipu / Niterói, ministrando a palavra de Deus para a igreja. Foi uma bênção e agradecemos muito a participacao deles em nossa comemoração!

Concurso de Fotografia da IPCONEGO

Será realizado no dia 23 de abril de 2010, às 19:00 horas, no salão da Igreja Presbiteriana do Cônego, o julgamento do concurso de fotografias, cujo regulamento se encontra abaixo:

Categorias:

Por idade:
até 15 anos
16 anos ou mais

Tamanho da foto (qualidade):
Baixa qualidade: VGA e 1M.
Alta qualidade: 2M e 3M.

Tema:
Paisagens
Flores
Animais
Cômicas
Pessoas


Regulamento:


Fotos datadas de 08 março de 2010, a 10 de abril;
Não serão aceitas edição por computadores;
Não serão aceitas inserções e/ou alterações digitais tais como: contraste, brilho, gama, foco, etc...;
Serão aceitas apenas fotos com os seguintes recursos da câmera/celular(foto envelhecida – sépia ou preto e branco);
Fotos apenas tiradas pelos dos concorrentes;
Nos casos de dúvidas serão exigidos exemplos instantâneos;
Na data da avaliação/premiação, o concorrente deverá trazer a máquina fotográfica/celular;
As fotos deverão ser entregues em CD/DVD e cópias reveladas;
Estabelece-se um limite máximo de 10 fotos por participantes em cada categoria.

Não deixe de participar e convide seus amigos, nesta ocasião estaremos também realizando um delicioso festival de Pizzas!

segunda-feira, 8 de março de 2010

DEFESA DA INCONSTÂNCIA DAS MULHERES

Que as mulheres são inconstantes, eu com qualquer homem confesso, mas que a inconstância seja uma qualidade negativa, eu contra qualquer homem vou argumentar. Pois todas as coisas, na razão proporcional em que umas são melhores que as outras, apresentam mais mudanças. O próprio céu muda constantemente, as estrelas se movimentam, a lua muda, o fogo rodopia, o água tem fluxo e refluxo, a face da Terra altera suas aparências, o tempo não pára, a cor mais viva exige mais matizes. Assim entre os homens, aqueles que têm mais razão são os que mais alteram seus planos, e os mais obtusos ou mais ignorantes raramente mudam. Por isso, mas mulheres que mudam mais que os homens também têm mais razão. Elas não podem ser imutáveis como cepos, como pedras, como o monótono centro da Terra. O ouro que fica parado escurece, a água se corrompe, o ar que não se mexe envenena. Então, por que aquilo que nas outras coisas é perfeição deveria ser imputado às mulheres como a maior das imperfeições?

Por John Donne, extraído de A Biblioteca de C.S. Lewis

Acima de tudo, sejam mulheres de Deus!

Pr. Iury Guerhardt